1.1 - Conceito.......................................................................................04
1.2 - Objeto.......................................................................................... 05
1.3 - Objetivo........................................................................................ 05
1.4 - Regime......................................................................................... 05
1.5 - Campo de Aplicação...................................................................... 06
1.6 - Legislação.................................................................................... 06
1.6.1 - Lei 4.320/64 ............................................................................. 07
1.6.2 - Instrução Normativa STN nº 8/93................................................ 08
2 - PLANO DE CONTAS...................................................................... 07
2.1 - Estrutura..................................................................................... 08
2.2 - Conta.......................................................................................... 09
2.2.1 - Conceito................................................................................... 09
2.2.2 - Estrutura.................................................................................. 09
2.2.3 - Contas Retificadoras................................................................. 11
2.2.4 - Contas Correntes...................................................................... 11
2.3 - Critérios de Classificação das Contas............................................ 13
2.3.1 - Critérios de Classificação do Ativo.............................................. 13
2.3.2 - Critérios de Classificação do Passivo.......................................... 13
2.3.3 - Critérios de Classificação da Despesa........................................ 14
2.3.4 - Critérios de Classificação da Receita.......................................... 15
2.3.5 - Critérios de Classificação do Resultado Diminutivo do Exercício..... 16
2.3.6 - Critérios de Classificação do Resultado Aumentativo do Exercício. 16
2.4 - Mecanismos de Débito e Crédito................................................. 17
2.4.1 - Do Ativo................................................................................... 17
2.4.2 - Do Passivo.............................................................................. 18
2.5 - Sistemas de Contas................................................................... 19
2.5.1 - Sistema Financeiro.................................................................. 20
2.5.2 - Sistema Patrimonial................................................................ 20
2.5.3 - Sistema Orçamentário............................................................. 21
2.5.4 - Sistema de Compensação...................................................... 21
2.6 - Tabela de Eventos..................................................................... 22
2.6.1 - Conceito de Evento................................................................. 22
2.6.2 - Estrutura do Evento................................................................. 22
2.6.3 - Fundamentos Lógicos............................................................. 23
3 - EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA........................... 24
3.1 - Previsão da Receita..................................................................... 24
3.2 - Fixação da Despesa................................................................... 25
3.3 - Descentralização de Créditos.................................................... 28
3.3.1 - Conceito.................................................................................. 28
3.3.2 - Descentralização Interna - Provisão ....................................... 29
3.3.3 - Descentralização Externa - Destaque...................................... 28
3.4 - Programação Financeira............................................................ 29
3.4.1 - Conceito e Legislação............................................................. 29
3.4.2 - Contabilização......................................................................... 30
3.5 - Receita....................................................................................... 30
3.5.1 - Definição................................................................................. 30
3.5.2 - Classificação........................................................................... 31
3.5.3 - Estágios................................................................................... 31
3.6 - Despesa..................................................................................... 32
3.6.1 - Definição................................................................................. 32
3.6.2 - Classificação........................................................................... 32
3.6.3 - Estágios................................................................................... 35
3.7 - Transferência de Recursos ....................................................... 38
3.7.1 - Conceito.................................................................................. 38
3.7.2 - Cota......................................................................................... 38
3.7.3 - Repasse.................................................................................. 39
3.7.4 - Sub-Repasse........................................................................... 39
3.8 - Folha de Pagamento.................................................................. 40
3.8.1 - Contabilização......................................................................... 40
3.9 -Convênios................................................................................... 40
3.9.1 - Conceito.................................................................................. 40
3.9.2 - Objeto...................................................................................... 40
3.9.3 - Da concepção e caracteristicas gerais...................................... 41
3.9.4 - Da competência de registros no SIAFI....................................... 42
3.9.5 - Procedimentos anteriores à entrada de dados............................ 43
3.9.6 - Das transações de entrada de dados......................................... 44
3.9.7 - Das transações de saídas de dados.......................................... 46
3.9.8 - Transposição do cadastro e saldos............................................ 48
3.9.9 - Da contabilização...................................................................... 48
3.10 - Diárias........................................................................................ 50
3.11 - Serviços de Terceiros.............................................................. 51
3.11.1 - Pessoa Física........................................................................ 51
3.11.2 - Pessoa Jurídica....................................................................... 51
3.12 - Equipamentos e Materiais Permanentes.................................... 52
3.12.1 - Com contrato......................................................................... 52
3.12.2 - Sem contrato......................................................................... 52
3.13 - Arrecadação da Receita........................................................... 52
3.13.1 - Receitas do Tesouro.............................................................. 52
3.13.2 - Receitas Próprias................................................................... 53
3.14 - Execução de Restos a Pagar...................................................... 53
3.14.1 - Inscrição................................................................................. 53
3.14.2 - Pagamento............................................................................. 53
3.14.3 - Cancelamento......................................................................... 53
4 - ANÁLISE DAS DE MONSTRAÇÕES CONTÁBEIS...............................54
4.1 – Apresentação.................................................................................54
4.2 – Procedimentos................................................................................54
4.2.1 – Balanço Orçamentário...................................................................54
4.2.1.1 – Estrutura...................................................................................54
4.2.1.2 – Análise e Verificação................................................................ 57
4.2.1.3 – Análise Avaliação de Gestão.......................................................59
4.2.2 – Balanço Financeiro........................................................................60
4.2.3 – Balanço Patrimonial........................................................................61
4.2.3.1 – Estrutura......................................................................................61
4.2.3.2 – Análise e Verificação....................................................................64
4.2.3.3 – Avaliação de Gestão.................................................................... 65
4.2.4 – Demonstração das Variações Patrimoniais................................... ...66
4.2.4.1 – Estrutura.....................................................................................66
4.2.4.2 – Análise e Verificação.................................................................. .67
4.2.4.3 – Avaliação de Gestão.....................................................................68
4.2.5 – Demonstração das Disponibilidades por Fonte de Recursos..... ....69
4.2.6 – Balanço Patrimonial de acordo com a Lei 6.404/76.................. .......70
CONTABILIDADE APLICADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL
1.1 - CONCEITO
A Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no Distrito Federal, tem como carro chefe a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Costumamos dizer que a Lei 4.320/64 está para Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das Sociedade por Ações , Lei 6.404/76, está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial.
A Contabilidade Aplicada à Administração Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controla as operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações, revela as variações patrimoniais e mostra o valor do patrimônio.
Seguindo os dispositivos da Lei 4.320/64 e as afirmações anteriores, podemos definir a Contabilidade Pública como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e demonstra a execução dos orçamentos, dos atos e fatos da fazenda pública e o patrimônio público e suas variações.
Pela definição anterior deduzimos que a Contabilidade Pública está interessada também em todos os atos praticados pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (Previsão da Receita, Fixação da Despesa, Empenho, Descentralização de Créditos, etc;) ou sejam meramente administrativos (Contratos, Convênios, Acordos, Ajustes, Avais, Fianças, Valores sob responsabilidade, Comodatos de Bens, etc;) representativos de valores potenciais que poderão afetar o Patrimônio (A - P = PL) no futuro.
1.2 - OBJETO
O objeto de qualquer contabilidade é o Patrimônio.
Pela definição dada no item 1.1, vemos com clareza que Contabilidade Pública não está interessada somente no Patrimônio e suas variações, mas, também, no Orçamento e sua execução (Previsão e arrecadação da receita e a Fixação e a execução da despesa).
Já vimos que a Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos, permutativos e mistos), registra também os atos potenciais praticados pelo administrador, que poderão alterar qualitativa e quantitativamente o patrimônio.
Já vimos, também, que a Contabilidade Pública está interessada nos atos e fatos de natureza orçamentários visto que o orçamento, sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador, tem um papel importantíssimo na Contabilidade Pública, pois, praticamente quase tudo se origina no orçamento.
1.3 - OBJETIVO
O objetivo da Contabilidade Aplicada à Administração Pública é o de fornecer à administração informações atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle interno e externo para o cumprimento da legislação e às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições.
1.4 - REGIME CONTÁBIL
A referida Lei 4.320/64, em seu art. 35 determina o seguinte:
"art. 35 - Pertencem ao exercício financeiro:
I - as receitas nele arrecadadas;
II- as despesas nele legalmente empenhadas."
Para os estudiosos do assunto este artigo da Lei consagrou o regime contábil misto para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública no Brasil, ou seja: de caixa para as receitas (as receitas nele arrecadadas = pelo ingresso dos recursos financeiros) e o de competência para as despesas.
1.5 - CAMPO DE APLICAÇÃO
O campo de aplicação da Contabilidade é restrito à administração, nos seus quatro níveis de governo: Federal, Estadual, Municipal e Distrito Federal, bem como as suas Autarquias e Fundações.
O campo de atuação da Contabilidade Aplicada à Administração Pública Federal, após o advento do SIAFI - SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL, em 1987, começou a expandir-se e hoje já alcança a empresas públicas e algumas empresas de economia mista que participam do Orçamento Fiscal e de Seguridade.
RESUMINDO, TEMOS:
| CAMPO DE APLICAÇÃO |
| ADMINISTRAÇÃO
DIRETA
PODER EXECUTIVO Presidência da República e suas Secretarias Ministérios Civis e Militares PODER JUDICIÁRIO Todos os seus Tribunais PODER LEGISLATIVO Câmara dos Deputados Senado Federal ADMINISTRAÇÃO INDIRETA* Autarquias Fundações Empresas Públicas Sociedades de Economia Mista |
1.6 - LEGISLAÇÃO
A contabilização dos atos e fatos administrativos, bem como a elaboração de balanços e demonstrativos contábeis, orçamentários e financeiros, obedecem às normas gerais estatuídas pela Lei 4.320, de 17.03.64 e a Instrução Normativa da Coordenação Geral de Contabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, de nr.08, de 05.11.93
1.6.1 - A Lei 4.320, de 17.03.64
Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Os principais artigos que se referem à Contabilidade são:
-do exercício financeiro
artigos 34 e 35
-do superávit financeiro
artigo 43
-da contabilidade
artigos 83 a 85 e 87 a 89
-da contabilidade orçamentária e financeira
artigos 90, 91 e 93
-da contabilidade patrimonial
artigos 94 a 100
-dos balanços
artigos 101 a 106
1.6.2 - A INSTRUÇÃO NORMATIVA NR. 08, DE 09.11.93
Aprova as normas gerais sobre o Plano de Contas da Administração Pública Federal, permitindo a identificação, a classificação contábil dos atos e fatos de uma gestão, de maneira padronizada, uniforme e sistematizada.
Este assunto será tratado no item 6 quando abordaremos as funções das contas.
2. PLANO DE CONTAS
O Plano de Contas da Administração Pública Fedral é representado por um conjunto de títulos, organizados e codificados com o propósito de sistematizar e uniformizar o registro contábil dos atos e fatos de gestão, e permitir a qualquer momento, com precisão e clareza, a obtenção dos dados relativos ao patrimônio.
A execução contábil relativa aos atos e fatos de gestão financeira, orçamentária e patrimonial, por parte dos Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo com os padrões estabelecidos, tendo como parte integrante a Relação das Contas, a Tabela de Eventos e os Indicadores Contábeis.
O Plano de Contas tem o propósito de atender, de maneira uniforme e sistematizada, ao registro contábil dos atos e fatos relacionados com os recursos colocados à disposição dos Órgãos da Administração Direta e Indireta, de forma a proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento e consolidação dos dados e atender às necessidades de informações em todos os níveis da Administração Pública Federal, objetivando principalmente:
O Plano de Contas é adotado por todas as UG integrantes do SIAFI, ou que venham a integrá-lo, sob a modalidade de uso total, sendo a CCONT/STN o órgão responsável por sua administração, a quem compete:
A estrutura básica do Plano de Contas, em nível de classe/grupo, consiste na seguinte disposição:
1 - A T I V O 2 - P A S S I V O
1.1 - CIRCULANTE 2.1 - CIRCULANTE
1.2 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 - EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
1.4 - PERMANENTE 2.3 - RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS
1.9 - COMPENSADO 2.4 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2.9 - COMPENSADO
3 - D E S P E S A 4 - R E C E I T A
3.3 - DESPESAS CORRENTES 4.1 - RECEITAS CORRENTES
3.4 - DESPESAS DE CAPITAL 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL
4.9 - * DEDUÇÕES DA RECEITA
5 - R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O(-) 6- R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O (+)
5.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO
5.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO
6.3 - RESULTADO APURADO
2.2 - CONTA
2.2.1 - CONCEITO
Conta é o título representativo da formação, composição, variação e situação de um patrimônio, bem como de bens, direitos, obrigações e situações nele não compreendidas, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, exigindo por isso controle específico.
As contas são agrupadas segundo suas funções, possibilitando:
As contas estão estruturadas por níveis de desdobramento, classificadas e codificadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, compreendendo sete níveis de desdobramento, da seguinte forma:
1o. NÍVEL - CLASSE ............................................................ X
2o. NÍVEL - GRUPO ............................................................. X
3o. NÍVEL - SUBGRUPO ....................................................... X
4o. NíVEL - ELEMENTO......................................................... X
5o. NÍVEL - SUBELEMENTO................................................. X
6o. NÍVEL - ITEM ................................................................ XX
7o. NÍVEL - SUBITEM .......................................................... XX
CONTA-CORRENTE ......................................................... CÓDIGO
As contas estão, ainda, separadas em escrituradas (admitem registros) e não escrituradas (não admitem registros). As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus níveis (à exceção dos três primeiros níveis) e subdividem-se em sintéticas (não exigem detalhamento específico denominado conta-corrente) e analíticas (exigem o conta-corrente).
Primeiro nível de desdobramento representa a
classificação máxima na agregação das
contas nas seguintes classes:
| ATIVO
PASSIVO DESPESA RECEITA RESULTADO DO EXERCÍCIO (-) RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) |
O Passivo compreende as contas relativas às obrigações, evidenciando as origens dos recursos aplicados no ativo.
A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado.
A Receita inclui as contas representativas dos recursos auferidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado.
O Resultado Diminutivo do Exercício inclui as contas representativas de variações diminutivas, resultantes ou independentes da execução orçamentária, a serem computadas na apuração do resultado.
O Resultado Aumentativo do Exercício inclui as contas representativas das variações positivas da situação líquida do patrimônio e da apuração do resultado respectivo.
2.2.3 - CONTAS RETIFICADORAS
As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal * (asterisco), colocado antes da titulação da conta.
2.2.4 - CONTAS CORRENTES
O sinal = (igual), antes da titulação
de determinadas contas, identifica a necessidade de tratamento em nível
individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo
de proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados.
Existe, hoje, no sistema os seguintes tipos de contas correntes:
|
|
|
|
|
NAO EXIGE
BANCO+AGENCIA+CONTA BANCARIA CGC, CPF, IG OU UG+GESTAO UG+FR EXERCICIO+CGC OU CPF GUIA DE RECEBIMENTO ORDEM BANCARIA SUBITEM DO ELEMENTO DE DESPESA INDIVIDUALIZACAO DE IMOVEIS INDIVIDUALIZACAO DE MARCAS E PATENTES INDIVIDUALIZACAO DE PROJETOS CODIGO DE DESTINACAO DA RECEITA FONTE DE RECURSOS CELULA DA RECEITA CONTRATO DE PROGRAMAS DE REPASSE CELULA DA DESPESA (EO+PTRES+FR+ND+UGR+ PI) INDIVIDUALIZACAO DO INCENTIVO FISCAL FINALIDADE DE TRANSFERENCIA CODIGO DE TRIBUTO CLASSIFICACAO DE ENCARGOS (PI + BANCO) CATEGORIA DE GASTO + ANO + MES ORDENS DE PRODUCAO NOTA DE EMPENHO FONTE SOF NUMERO DA OBRIGACAO NUMERO DE CADASTRO DE CONVENIO CELULA DA DESPESA COM ND DETALHADA UG+CEL.FINANCEIRA(FONTE SOF+CAT.GASTOS)+ANO+MES CELULA SOF(EO+PTRES+IDOC+ND+FR) CONTROLE DE VALORES NUMERO DE AUXILIO, SUBVENCOES OU CONTRIBUICOES NUMERO DO CONVENIO + O NUMERO DA PARCELA NUMERO RIP DE IMOVEL SIGLA DA UF UG + GESTAO + NUMERO DO PRE-EMPENHO ORGAO + FONTE (4) + CATEGORIA DE GASTO (1) (CGC, CPF, UG/GESTAO, PF OU EX) + PC OU RC |
2.3 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS
2.3.1 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO ATIVO
O Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicações dos recursos.
As contas do Ativo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de liquidez e compreendem os seguintes grupos:
| ATIVO CIRCULANTE
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE ATIVO COMPENSADO |
Compreende as disponibilidades de numerário, os recursos a receber, as antecipações de despesa, bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício seguinte.
b) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
São os bens e direitos realizáveis normalmente após o término do exercício seguinte.
c) ATIVO PERMANENTE
Representa os investimentos de caráter permanente, as imobilizações, bem como despesas diferidas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício.
d) ATIVO COMPENSADO
Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo , inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira.
2.3.2 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO PASSIVO
O passivo representa as obrigações, demonstrando a origem dos recursos.
As contas do Passivo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de exigibilidade e compreendem os seguintes grupos:
| PASSIVO CIRCULANTE
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO COMPENSADO |
Compreende os depósitos, os restos a pagar, as antecipações de receita, bem como outras obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte.
b) EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
São as obrigações exigíveis normalmente após o término do exercício seguinte.
c) RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS
Compreende as contas representativas de receitas de exercícios futuros, bem como das despesas a elas correspondentes.
d) PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o resultado acumulado não destinado.
e) PASSIVO COMPENSADO
Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira;
2.3.3 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DAS DESPESAS
A despesa compreende os recursos despendidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado do exercício, desdobradas nas seguintes categorias econômicas:
| DESPESAS CORRENTES
DESPESAS DE CAPITAL |
a) DESPESAS CORRENTES
Compreendem as de Pessoal e Encargos Sociais, Juros e Encargos da Dívida Interna e Externa e Outras Despesas Correntes, observadas as conceituações existentes nos dispositivos legais e normas pertinentes em vigor.
b) DESPESAS DE CAPITAL
Correspondem às de Investimentos, Inversões Financeiras, Amortização da Dívida Interna, Amortização da Dívida Externa e Outras Despesas de Capital, observadas as conceituações legais pertinentes em vigor.
As Despesas ainda mais detalhadas objetivam oferecer informações mais específicas sobre gastos do setor público.
2.3.4 - CRITÉRIOS DA CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA
A receita compreende os recursos auferidos
na gestão, a serem computados na apuração do resultado
do exercício, desdobrados nas seguintes categorias econômicas:
| RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL |
Compreendem as tributárias, contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, serviços e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências correntes, observadas as conceituações legais pertinentes em vigor.
b) RECEITAS DE CAPITAL
Correspondem à constituição de dívidas, conversão em espécie de bens e direitos, amortizações, utilização de saldos de exercícios anteriores ou de reservas e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências de capital, observadas as normas legais pertinentes em vigor.
2.3.5 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO RESULT. DO EXERCÍCIO DIMINUTIVO
O Resultado Diminutivo do Exercício contém os seguintes grupos:
| RESULTADO ORÇAMENTÁRIO
RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO |
Corresponde às despesas, interferências passivas (financeiras) e as mutações patrimoniais passivas resultantes da execução orçamentária (fatos permutativos).
b) RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO
Abrange as despesas extra-oeçamentárias, as interferências passivas (financeiras e patrimoniais) e os decréscimos patrimoniais de bens, direitos e obrigações independentes da execução orçamentária (fatos modificativos).
2.3.6 - CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO RES. DO EXERCÍCIO AUMENTATIVO
O RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCíCIO compreende os seguintes grupos de contas:
| RESULTADO ORÇAMENTÁRIO
RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO RESULTADO APURADO |
Representa as receitas, interferências ativas (financeiras) e as mutações patrimoniais ativas resultantes da execução orçamentária (permutativas);
b) RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO
Abrange as receitas extra-orçamentárias, as interferências ativas (financeiras e patrimoniais) e os acréscimos patrimoniais (de bens, direitos e obrigações) independentes da execução orçamentária (fatos modificativos).
c) RESULTADO APURADO
É uma conta transitória utilizada no encerramento do exercício para demonstrar a apuração do resultado patrimonial do exercício que poderá resultar num superávit (quando as variações ativas forem maiores do que as passivas) ou déficit (quando as variações ativas forem menores do que as passivas).
2.4 - MECANISMOS DE DÉBITO E CRÉDITO
2.4.1 - DO ATIVO
As contas do ativo são debitadas pelos aumentos e creditadas pelas diminuições dos seus componentes.
a) AUMENTOS
As contas do Ativo são debitadas pelos aumentos dos seus componentes patrimoniais, decorrentes de incorporações de bens e direitos e têm como contrapartida dos débitos uma Variação Ativa, representada pela classe (4) Receita Orçamentária, quando se tratar da arrecadação da receita, e classe (6) Resultado do Exercício, quando se tratar de incorporações de ativos.
Como exemplo podemos citar a arrecadação da receita tributária que vai aumentar os componentes patrimoniais pelo ingresso dos recursos no banco, que em termos de registro pode ser demonstrado, assim:
Bancos (aumento do ativo)
a Receita Orçamentária (classe 4)
A contabilização de uma doação recebida de um veículo recebe o seguinte tratamento contábil:
Veículos (aumento do ativo)
a Variações Ativas (classe 6)
b) DIMINUIÇÕES
As contas do Ativo serão creditadas pelas suas diminuições e têm como contrapartida dos créditos uma Variação Passiva, representada pela classe (3) Despesa Orçamentária, quando se tratar de pagamento da despesa, e (5) Resultado do Exercício, quando se tratar de desincorporações do ativo.
A única exceção a essa regra é o pagamento das obrigações financeiras em que a diminuição do ativos (saída do recurso do banco) terá como contrapartida do crédito na Conta "Bancos", o débito de uma conta de Obrigações no Passivo.
Podemos citar como exemplo o pagamento da despesa orçamentária que pode ser resumida, em termos de lançamentos, como segue:
Despesa Orçamentária (classe 3)
a Bancos (diminuição do ativo)
Um outro exemplo seria uma doação concedida de um veículo, representada em termos de lançamento, como segue:
Variações Passivas (classe 5)
a Veículos (diminuição do ativo)
Resumindo:
| EVENTO | ATIVO | CONTRAPARTIDA |
| AUMENTOS
DIMINUIÇÕES |
DÉBITO
CRÉDITO |
V.A. Classe
(4 ou 6)
V.P. classe (3 ou 5) |
V.P. - Variações Passivas
2.4.2 - DO PASSIVO
As contas do Passivo são creditadas pelos aumentos e debitadas pelas diminuições dos seus componentes.
a) AUMENTOS:
As contas do Passivo serão creditadas pelos aumentos dos seus componentes e terão como contrapartida dos seus créditos uma Variação Passiva, representada pela classe (3) - Despesa Orçamentária, quando se tratar da liquidação da despesa (2º estágio da despesa) e (5) Resultado do Exercício quando se tratar de Incorporações de Passivos (obrigações).
Um exemplo típico de aumentos do Passivo é a liquidação da despesa (2º estágio da despesa) que deverá ter a seguinte contabilização, no sistema financeiro:
Despesa Orçamentária (classe 3)
a Obrigações (aumentos de passivos)
As obrigações decorrentes de Operações de Créditos emitidas devem ser contabilizadas da seguinte forma:
Variações Passivas (classe 5)
a Operações de Créditos (aumento do passivo)
b) DIMINUIÇÕES
As contas do Passivo serão debitadas pelas diminuições e terão como contrapartida dos seus débitos, a conta Bancos quando se tratar de pagamento das obrigações financeiras e Variações Ativas, quando se tratar de diminuições do passivo (baixa de obrigações por pagamento do passivo não financeiro, perdão da dívida, registros indevidos, etc.).
O terceiro estágio da despesa, o pagamento, pode ser assim resumido em termos de lançamentos:
Obrig.Financeiras (dimin.do passivo)
a Bancos
O cancelamento de Restos a Pagar é um exemplo típico de baixa de obrigações, onde o pagamento não ocorre, visto que foi cancelado o contrato com o fornecedor. Esse fato pode ser assim resumido em termos de lançamentos:
Restos a Pagar (diminuição do passivo)
a Variações Ativas (classe 6)
Resumindo:
| EVENTOS | PASSIVO | CONTRAPARTIDA |
| AUMENTOS
DIMINUIÇÕES |
CRÉDITO
DÉBITO |
V.P. classe
(3 ou 5)
Bancos ou classe (6) |
V.A. - Variações Ativas
2.5 - SISTEMAS DE CONTAS
Na Contabilidade Pública as contas do Plano de Contas são separadas em sistemas de contas independentes, para facilitar a elaboração dos balanços e demonstrativos. Esse sistemas são classificados em:
| SISTEMA FINANCEIRO
SISTEMA PATRIMONIAL SISTEMA ORÇAMENTÁRIO SISTEMA DE COMPENSAÇÃO |
2.5.1 - SISTEMA FINANCEIRO
O Sistema Financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentaria e extra-orçamentária.
É importante esclarecer que os lançamentos contábeis são feitos fechados em cada sistema, quando se debita uma conta de um determinado sistema a conta creditada, também, tem de pertencer ao mesmo sistema.
As principais contas do sistema financeiro estão relacionadas com as contrapartidas do grupo "Disponível", visto que este grupo representa dentro de qualquer órgão ou entidade as entradas e saídas de recursos.
Podemos concluir que todas as contas do grupo "Disponível" pertencem ao Sistema Financeiro, ou seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e todas as outras contas que se relacionam com o "Disponível", também, pertencem ao Sistema Financeiro, tais como: Receita, Despesa, Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, Consignações, Depósito de Terceiros, etc.
Resumindo, teremos:
| DISPONÍVEL | |
| ENTRADAS | SAÍDAS |
| Receitas
Transf.Financeiras Recebidas -Cota -Repasse -sub-Repasse -Transf. p/atender a R. a Pagar Recebimentos Extra-Orçamentários -Créditos a Receber Financeiros |
Despesas Orçamentárias
Transf.Financeiras Concedidas -Cota -Repasse -Sub-Repasse -Transf. p/Atender a R. a Pagar Pagamentos Extra-Orçamentários -Restos a Pagar -Fornecedores -Pessoal a Pagar -Encargos Sociais a Recolher -Consignações -Depositos de Terceiros |
Sistema Patrimonial registra os bens móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, inscrição e baixa da dívida ativa, operações de créditos, superveniências e insubsistências ativas e passivas, etc.
No Sistema Patrimonial, os lançamentos de incorporação ou desincorporação de ativos e passivos, são feitos fechados dentro desse sistema, mesmo que o fato venha a acarretar uma entrada ou saída de recurso (Sistema Financeiro).
Podemos citar como exemplo uma compra
de um veículo, feita com pagamento no ato da aquisição,
cujos lançamentos poderiam ser resumidos a seguir:
| SISTEMA FINANCEIRO | SISTEMA PATRIMONIAL |
| Despesa de
Capital (Resultado)
a Bancos Conta Movimento (Ativo) |
Veículos
(Ativo Permanente)
a Variações Ativas (Resultado) |
O Sistema Orçamentário é representado pelo atos de natureza orçamentária, tais como: previsão da receita, fixação da despesa, descentralização de créditos, empenho da despesa.
No Sistema Orçamentário é feita a comparação da receita prevista com a sua realização e da despesa fixada com a sua realização, para isso é necessário que os fatos de arrecadação da receita e liquidação da despesa passem por este sistema.
As contas pertencentes ao Sistema Orçamentário estão alocadas dentro do ativo e passivo compensados e são representadas pelos grupos 1.9.1./2.9.1. - Execução Orçamentária da Receita e 1.9.2./2.9.2. - Execução Orçamentária da Despesa
2.5.4 - SISTEMA DE COMPENSAÇÃO
O Sistema de Compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador que não afetam ao Patrimônio de imediato mas que poderão vir a afetá-lo. Esses atos são:
| AVAIS
ACORDOS AJUSTES CAUÇÕES FIANÇAS GARANTIAS CONTRATOS COMODATOS DE BENS BENS E VALORES SOB RESPONSABILIDADE CONVÊNIOS CONTRATOS |
As contas pertencentes ao Sistema de Compensação estão alocadas dentro dos grupos 1.9. - Ativo Compensado e 2.9. - Passivo Compensado.
2.6 - TABELA DE EVENTO
2.6.1 - CONCEITO DE EVENTO
É o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos.
2.6.2 - ESTRUTURA DO EVENTO
O código do evento é composto de 6 (seis) números estruturados da seguinte forma:
- CLASSE..........................................................................XX Identifica o conjunto de eventos de uma mesma natureza de registro - TIPO DE UTILIZAÇÃO.....................................................X (0) Evento Utilizado Diretamente pelo Gestor (1) Evento Utilizado Diretamente pelo Sistema (máquina) (2) Evento Complementar do Evento do Gestor
(3) Evento Complementar do Evento Interno do Sistema (máquina)
(5) Evento de Estorno do Gestor (6) Evento de Estorno Interno do Sistema (máquina) (7) Estorno do Evento Complementar do Gestor
(8) Estorno do Evento Complementar Interno do Sistema (máquina)-CÓDIGO
SEQüENCIAL...................................................XXX CLASSE DOS EVENTOS10.0.000 - Previsão da Receita20.0.000 - Dotação da Despesa30.0.000 - Movimentação de Crédito40.0.000 - Empenho da Despesa50.0.000 - Apropriações, Retenções, Liquidações e Outros51.0.000 - Apropriações de Despesas52.0.000 - Retenções e Obrigações53.0.000 - Liquidações de Obrigações54.0.000 - Registros Diversos55.0.000 - Apropriações de Direitos56.0.000 - Liquidações de Direitos60.0.000 - Restos a Pagar61.0.000 - Liquidação de Restos a Pagar70.0.000 - Transferências Financeiras80.0.000 - Receita2.6.3 - FUNDAMENTOS LÓGICOS Os eventos mantêm correlação com os documentos de entrada do SIAFI, à exceção dos eventos de classe 50, 60, 70 e 80, que podem aparecer indistintamente na NL, OB e GR. Os eventos 10.0.XXX são preenchidos de forma individual na NL, e se destinam a registrar a previsão da receita. Os eventos 20.0.XXX são indicados na ND e objetivam registrar a dotação da despesa. Tais eventos são preenchidos de forma individual, com algumas exceções de utilização conjugada, porém com eventos da mesma classe. Os eventos 30.0.XXX são indicados de forma individual na NC e se destinam a registrar a movimentação de créditos orçamentários. Os eventos 40.0.XXX são preenchidos na NE ou PE, de forma individual, e objetivam registrar a emissão de Empenhos ou Pré-Empenhos. Os eventos 50.0.XXX, quando preenchidos na NL, não podem se apresentar de forma individual, exceto os de classe 54, isto porque são eventos representativos de partida contábil de débitos (classes 51, 53 e 55) e de créditos (52 e 56). A combinação natural destes eventos é a seguinte: Os eventos 51.0.XXX são utilizados sempre que a despesa for conhecida, esteja ou não em condições de pagamento. Estes eventos exigem como complemento, eventos 52.0.XXX para o caso de retenção da respectiva obrigação na NL. Em se tratando de pagamento direto, o evento de despesa é utilizado na OB que apropriará e liquidará simultaneamente a despesa;
Os eventos 52.0.XXX são utilizados normalmente em conjunto com os 51.0.xxx, sempre que houver retenção da obrigação para pagamento posterior;
Os eventos 53.0.3XX são utilizados para liquidar obrigações retidas através dos eventos 52.0.2XX, e suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso dos mesmos;
Os eventos 54.0.XXX são utilizados de forma individual e se destinam à realização de registros contábeis diversos;
Os eventos 55.0.XXX são utilizados para apropriar os valores representativos de direitos, inclusive por desembolsos efetuados pela própria unidade gestora para prestação de contas posterior;
Os eventos 56.0.6XX são utilizados para liquidar os direitos apropriados pelos eventos 55.0.5XX, e suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso dos mesmos; Os eventos 61.0.XXX são utilizados para liquidar os restos a pagar inscritos no final do exercício anterior, e exigem como contrapartida eventos de saída de Bancos. Os eventos 70.0.XXX são utilizados para realização de transferências financeiras, e exigem como contrapartida eventos de saída de Bancos.
Os eventos 80.0.XXX são utilizados para a apropriação da receita, e exigem como contrapartida eventos de entrada em Bancos.
As contas que controlam a previsão da receita estão alocadas dentro do Plano de Contas nos subgrupos 1.9.1.0.0.0.00.00/2.9.1.0.0.0.00.00 - Execução Orçamentária da Receita. No lado do Ativo, são registrados a execução da receita (1.9.1.1.1.00.00 - Receita a Realizar e 1.9.1.1.4.00.00 - Receita Realizada). No lado do Passivo, são registrados os totais previstos, divididos em: Iniciais e Adicionais (2.9.1.1.1.00.00 - Previsão Inicial da Receita e 2.9.1.1.2.00.00 - Previsão Adicional da Receita). Além das contas citadas acima, que são detalhadas por Célula da Receita (classificação da Receita + Fonte de Recursos), existe um outro controle da receita detalhada por fonte de recursos que tem o mesmo funcionamento do anterior.
É bom esclarecer que só as unidades orçamentárias da administração indireta é que fazem os lançamentos de previsão de receita e somente das fontes diretamente arrecadadas, ou seja, das fontes que têm na segunda posição do seu código 2 ou 4 (X2XX ou X4XX). Na administração direta, os lançamentos de previsão da receita são efetuados pelo Ministério da Fazenda tendo em vista que as receitas das fontes do Tesouro (segunda posição 1 ou 3 - X1XX ou X3XX) são centralizadas naquele Ministério.
Todos os eventos de previsão de receita atualizam as mesmas contas do sistema orçamentário, diferenciando apenas se a previsão é um crédito inicial (Lei Orçamentária) ou se é um crédito adicional (créditos suplementares, especiais ou extraordinários).
Logo após a aprovação do Orçamento ou de Créditos Adicionais, a Unidade Gestora deve emitir Nota de Lançamento-NL para registrar a previsão da receita referente às fontes de recursos diretamente arrecadadas (fonte X2XX ou X4XX).
Resumindo em termos de lançamentos:a) ORÇAMENTO INICIAL:
Transação: NLEvento: 10.0.010
|
|
|
| 191110000-Receita
a Realizar
291219900-Outros Controles p/F.Recursos |
29111000-Previsão
Inicial da Receita
29121010-Prev.Inicial p/Fonte de Recursos |
Transação: NLEvento:
10.0.011
|
|
|
| 191110000-Receita
a Realizar
291219900-Outros Cont.p/Fte.de Recursos |
291120000-Prev.Adicional da Receita291210200-Prev.Adic.p/Fonte de Recursos |
A contabilização do Orçamento ou de Créditos Adicionais é feita com base na fita preparada pela SOF e entregue à STN que é lida pela SIAFI e contabilizada automaticamente em cada Unidade Orçamentária. Os eventos da Fixação da Despesa utilizam as mesmas contas, diferenciando apenas se a fixação é um Crédito Inicial, Suplementar, Especial ou Extraordinário.
Resumindo em termos de lançamentos:a) CRÉDITO INICIAL:
Transação: NDEvento: 20.0.031-Dotação inicial aprovada pela Lei Orçamentária.
Resumindo em Termos de Lançamentos:
|
|
|
| 192110100-Crédito
Inicial
192180100-Créd.Iniciais/Suplementares 292189900-Outros Créditos 293119900-Diversos Cot.Orçamentárias(*) |
292110000-Crédito
Disponível
192189900-Outras Dotações292180100-Créditos Iniciais/Suplementares293110X02-Cot.de (X) a Programar(*) |
20.2.050 - utilizado para registrar a programação financeira da SPO(OSPF) com a COFIN do Ministério da Fazenda.
20.2.060 - utilizado para registrar a programação finacneira da Setorial Financeira do Órgão da Indireta e a SPO do Ministério.
20.2.061 - utilizado para registrar a programação financeira da Setorial Financeira do Fundo e a SPO do Ministério.
b)CRÉDITOS ADICIONAIS A Lei 4.320/64, em seu Art. 41, classifica os créditos adicionais em: Suplementares, Especiais e Extraordinários.
b1) CRÉDITOS SUPLEMENTARES
Os destinados ao reforço de dotações orçamentárias para as quais haja dotação orçamentária específica (Lei 4.320/64, Inciso I do Art. 41).Transação: ND
Eventos:
20.0.027-Dotação suplementar proveniente do superávit financeiro do exercício anterior. 20.0.032-Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadaçao.
20.0.037-Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadação
por suplementação
automática.Resumindo em Termos de Lançamentos:
|
|
|
| 19212Y000-Dotação
Suplementar
192180100-Créditos Iniciais/Suplementares 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cot.Orçamentárias(*) |
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações292180100-Créd.Inic./Suplement.293110X02-Cot.de (X) a Programar(*) |
b2) CRÉDITOS ESPECIAIS Os
destinados às despesas para as quais não haja dotação
orçamentária específica (Lei 4.320/64, Inciso II do
Art. 41).Transação: NDEventos: 20.0.033-Dotação
especial aberta no exercício 20.0.043-Dotação especial
reabertaResumindo em Termos de Lançamentos:
|
|
|
| 19213Y000-Dotação
Especial
1921803YY-Créditos Especiais 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cotas Orçamentarias (*) |
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações 2921803YY-Créditos Especiais293110X02-Cotas de (X) a Programar(*) |
b3) CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS Os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública (Lei 4.320/64, Inciso III do Art. 41).Transação: ND
Eventos:
20.0.034-Dotação extraordinária aberta no exercício 20.0.054-Dotação extraordinária Reaberta no exercício
Resumindo em Termos de Lançamentos:
|
|
|
| 192140000-Dot.
Extraordinária
1921804YY-Créd.Extraordinários 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cotas Orçamentárias(*) |
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações2921804YY-Créditos Especiais293110X02-Cotas de X) a Programar(*) |
3.3 - DESCENTRALIZAÇÃO DE CRÉDITOS 3.3.1 - CONCEITO Já vimos que o orçamento ao ser aprovado é registrado na UG Setorial Orçamentária de cada órgão, necessitando de ser descentralizado, no sistema, para as unidades administrativas efetuarem a sua execução. Esta transferência de créditos entre unidade gestoras do sistema dá-se o nome de descentralização. A descentralização pode ser Interna, também chamada de Provisão, e Externa, também chamada de Destaque.3.3.2 - DESCENTRALIZAÇÃO INTERNA DE CRÉDITOS (PROVISÃO) É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social, respeitada fielmente a classificação funcional programática (Dec. 825/93, de 28/05/93).
3.3.3 - DESCENTRALIZAÇÃO EXTERNA DE CRÉDITOS (DESTAQUE) É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferentes, respeitada fielmente a classificação da funcional programática (Dec. 825 de 28/05/93).
Resumindo em termos de lançamentos:
a)Na UG Concedente
|
|
|
| 292110000-Crédito Disponível | 2922x0000 – Descentraliz. de Créditos |
b)Na UG Recebedora
|
|
|
| 1922X0000 - Desc.(X)de Créditos | 292110000 - Crédito Disponível |
3.4 - PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 3.4.1 - CONCEITO E LEGISLAÇÃO Os procedimentos de programação financeira foram definidos pela Instrução Normativa nº 4 e Norma de Execução nº 3, ambas de 08 de julho de 1993, da Secretaria do Tesouro Nacional. Os Órgãos Setoriais de Programação Financeira (OSPF) registrarão suas Propostas de Programação Financeira - PPF até o dia 28 de cada mês através da transação >PF.
A Secretaria do Tesouro Nacional, considerando as disponibilidades do caixa da União, fará até o terceiro dia útil do mês subsequente a aprovação das propostas, através da transação >PF. As OSPF, com base nas aprovações efetuadas pela STN, estabelecem os tetos a serem repassados para suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. A programação financeira também poderá ser utilizada pelas OSPF com relação às suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. Para isso, deverão seguir os mesmos procedimentos com relação à STN.
3.4.2 - CONTABILIZAÇÃO
A contabilização da programação financeira
pode ser resumida por meio do quadro a seguir:
| SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL- STN | ÓRG.S. DE PROG.FIN.OSPF | |||
|
|
|
|
|
|
| APROV.DO ORÇAMENTO | 193110102 | 193119900 | 293119900 | 293110102 |
| EMISSÃO DA PPF/OSPF | 193110301 | 293110399 | 193110399 | 293110301 |
| APROV.DA PPF P/STN | 193110103
193110302 |
193110102
193110301 |
293110102
293110301 |
293110103
293110302 |
| LIBERAÇÃO - OB P/STN | 193110104193110303 | 193110103
193110302 |
293110103
293110302 |
293110104
293110303 |
| CONTAS UTLIZADAS PELA UG REPASSADORA DO RECURSO | CONTAS UTILIZADAS PELA UG RECEBEDORA DO RECURSO |
| 193110100
- COTA DE DESPESA
193110101 - COTA DE DESPESA INDISPONÍVEL 193110102 - COTA DE DESPESA A PROGRAMAR193110103 - COTA DE DESPESA A LIBERAR193110104 - COTA DE DESPESA LIBERADA 193110105 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 193110200 - COTA REPASSE 193110201 - COTA DE REPASSE INDISPONÍVEL 193110202 - COTA DE REPASSE A PROGRAMAR193110203 - COTA DE REPASSE A LIBERAR193110204 - COTA DE REPASSE LIBERADA 193110205 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 193110300 - COTA FINANCEIRA PROGRAMADA 193110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 193110302 - COTA FINANCEIRA A LIBERAR 193110303 - COTA FINANCEIRA LIBERADA 193110304 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA |
293110100
- COTA DE DESPESA
293110101 - COTA DE DESPESA INDISPONÍVEL 293110102 - COTA DE DESPESA A PROGRAMAR293110103 - COTA DE DESPESA A RECEBER293110104 - COTA DE DESPESA RECEBIDA 293110105 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 293110200 - COTA DE REPASSE 293110201 - COTA DE REPASSE INDISPONÍVEL 293110202 - COTA DE REPASSE A PROGRAMAR293110203 - COTA DE REPASSE A RECEBER293110204 - COTA DE REPASSE RECEBIDA 293110204 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 293110300 - COTA FINANCEIRA PROGRAMADA 293110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 293110302 - COTA FINANCEIRA A RECEBER 293110303 - COTA FINANCEIRA RECEBIDA 293110304 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA |
3.5.1 -CONCEITO Para J.Teixeira Machado Jr. receita é "um conjunto de ingressos financeiros com fonte e fatos geradores próprios e permanentes, oriundos da ação e de atributos inerentes à instituição, e que, integrando o patrimônio na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem contudo gerar obrigações, reservas ou reivindicações de terceiros". Considera-se, ainda, como receita pública, todo o recurso obtido pelo Estado para atender às despesas públicas. A receita pública efetiva provem dos serviços prestados direta ou indiretamente, pelo Governo, à coletividade em troca da cobrança dos tributos e por mutação patrimonial decorrente da alienação de bens, da amortização dos empréstimos concedidos, etc.
3.5.2 - CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA POR CATEGORIAS ECONÔMICAS A Receita compreende os seguinte grupos de contas, correspondentes às categorias econômicas:
RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL
a) RECEITAS CORRENTES
As Receitas Correntes incluem as contas representativas da Receita Tributária, Contribuições, Patrimonial, Industrial, Agropecuária, Serviços e outras de natureza semelhante, bem como as transferências recebidas para atender a despesas correntes.
b) RECEITAS DE CAPITAL
As Receitas de Capital incluem as contas representativas de constituição de dívidas, conversão em espécie de bens e direitos, amortizações, utilização de saldos de exercício anteriores, bem como as transferências recebidas para atender a despesas de capital.
3.5.3 - ESTÁGIOS A Receita Orçamentária passa por quatro fases denominadas estágios: PREVISÃO LANÇAMENTO ARRECADAÇÃO RECOLHIMENTO
a) PREVISÃO A previsão da receita é a estimativa do que se espera arrecadar durante o exercício
.b) LANÇAMENTO O lançamento é a identificação do devedor ou da pessoa do contribuinte. A Lei 4.320/64 define o lançamento da receita como o ato da repartição competente que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.c) ARRECADAÇÃO A arrecadação da receita é momento em que o contribuinte recolhe ao agente arrecadador o valor do seu débito.
d) RECOLHIMENTO O recolhimento da receita é o momento em que o agente arrecadador recolhe o produto arrecadado ao Tesouro Nacional, Estadual ou Municipal.
3.6 - DESPESA3.6.1 - DEFINIÇÃO
Define-se como Despesa Pública o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Nesse sentido, a despesa é parte do orçamento, ou seja, aquela em que se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com várias atribuições e funções governamentais. Em outras palavras, as despesas públicas formam o complexo da distribuição e emprego das receitas para custeio de diferentes setores da administração.
3.6.2 - CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA QUANTO À NATUREZA
Para a classificação da despesa quanto à sua natureza deve ser analisada a "categoria econômica", o "grupo" a que pertence, sua "modalidade de aplicação", ou seja, se ela vai ser realizada diretamente ou através de transferência a outro organismo ou entidade dentro ou fora do orçamento e seu "objeto final do gasto". Para isso, deve ser usado o conjunto de tabelas adiante apresentadas, onde cada título é associado a um número. A agregação desses números, num total de 06 dígitos, na seqüência a seguir indicada, constituirá o código referente à classificação da despesa quanto à sua natureza
:1º DÍGITO - INDICA A CATEGORIA ECONÔMICA
2º DÍGITO - INDICA O GRUPO DE DESPESA
3º/4º DÍGITOS - INDICAM A MODALIDADE DE APLICAÇÃO
5º/6º DÍGITOS - INDICAM O ELEMENTO DE DESPESA __
b) GRUPO DE DESPESA
1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 2 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA INTERNA 3 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA EXTERNA 4 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 5 - INVESTIMENTOS 6 - INVERSÕES FINANCEIRAS 7 – AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA INTERNA 8 – AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA 9 - OUTRAS DESPESAS DE CAPITA
c) MODALIDADE DE APLICAÇÃO
11 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES 12 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A FUNDOS 13 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.INDUST. E AGRÍCOLAS 14 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.COM. E FINANCEIRAS 19 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A OUTRAS ENTIDADES 20 - TRANSFERÊNCIAS À UNIÃO 30 - TRANSFERÊNCIAS A ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL 40 - TRANSFERÊNCIAS A MUNICÍPIOS 50 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES PRIVADAS 60 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES MULTIGOVERNAMENTAIS
70 – TRANSFERÊNCIAS AO EXTERIOR 71 - TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR - GOVERNO 72 - TRANSFERÊNCIAS A ORGANISMOS INTERNACIONAIS 73 - TRANSFERÊNCIAS A FUNDOS INTERNACIONAIS 90 - APLICAÇÕES DIRETAS
3 - Despesas Correntes (categoria econômica)1 - Pessoal e Enc. Sociais (grupo de despesas)90 - Aplicação Direta (modalidade de aplicação)11 - Vencimentos e Vantagens Fixas (elemento de despesas)
3.6.3 - ESTÁGIOS Os estágios da despesa são: EMPENHO LIQUIDAÇÃO PAGAMENTO
a) EMPENHO
O empenho representa o primeiro estágio da despesa e é emitido pela unidade que recebeu créditos orçamentários, por consignação no orçamento, ou por descentralização de créditos de outra unidade. A Lei 4.320/64 define o empenho como "o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento de condição". A mesma lei em seu art. 58 diz: "Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa determinar" - Parágrafo 2º e "é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras sujeitas a parcelamento"- Parágrafo 3º. Ao se emitir um empenho o ordenador de despesas deve deduzir o seu valor da dotação adequada à despesa a realizar, por força do compromisso assumido, não podendo, jamais, o seu valor exceder o saldo da dotação.O empenho será formalizado no documento denominado "Nota de Empenho", no qual constará o nome do credor, a especificação e importância da despesa, bem como os demais dados necessários ao controle da execução orçamentária e ao acompanhamento da programação financeira. Para emitir o empenho, a unidade necessita de saldo na conta 2.9.2.1.1.00.00 - Crédito Disponível. O empenho da despesa será efetuado pelo documento Nota de Empenho - NE que fará os lançamentos de acordo com espécie do empenho emitido, conforme se demonstra abaixo:
ESPÉCIE DE EMPENHO
1 - EMPENHO DE DESPESA - EVENTO 40.1.091
2 - REFORÇO DE EMPENHO -EVENTO 40.1.092
3 - ANULAÇÃO DE EMPENHO - EVENTO 40.1.093
4 - CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.094
5 - ESTORNO DE CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.095
6 - EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.096
7 - REFORÇO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.097
8 - ANULAÇÃO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.098
A título de exemplo, vamos mostrar os lançamentos dos estágios da despesa que se caracterizam pela emissão da Nota de Empenho:
a) 1° Estágio – E MPENHO
|
|
|
| 292110000 -
Crédito Disponível
192410101 - Emissão de Empenhos 292419900 - Outras Emis.de Empenho 1924102LL - Mod.de Licitação-Emissão 292419900 - Outras Emis.de Empenho 192410401 - Valores Comprometidos 292419900 - Outras Emis.de Empenho |
292130100-Créd.Emp.-A
Liquidar
192419900-Outro Emp.p/ Emissão 292410101-Empenhos a Liquidar 192419900-Outro Emp.p/ Emissão 2924102LL-Emp.p/mod.Lic.aLiquidar 192419900-Outro Emp.p/ Emissão 292410401-Val. em Liquidação |
b1)CONTABILIZAÇÃO DA DESPESA REFERENTE A FATOS PERMUTATIVOS Documentos NL e OB – Eventos: 51.x.xxx
|
|
|
| 3XXXXXXYY -
DESPESAS
292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS ATIVO/PASSIVO |
21XXXXXYY -
OBRIGAÇÃO
292130200 CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 292410102 EMPENHOS LIQUIDADOS 2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 292410403 - VALORES PAGOS 193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS 61XXXXXYY - MUTAÇÕES ATIVAS |
|
|
|
| 3XXXXXXYY -
DESPESAS
292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS |
21XXXXXYY -
OBRIGAÇÃO
292130200 - CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 292410102 - EMPENHOS LIQUIDADOS 2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 292410403 - VALORES PAGOS 193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS |
|
|
|
| 2XXXXXXYY -
OBRIGAÇÃO
292410402 - VALORES LIQUIDADOS A PAGAR(*) |
111120102 -
BANCOS- CTA. ÚNICA
292410403 - VALORES PAGOS(*) |
3.7 - TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS
3.7.1 - Conceito
São as descentralizações de recursos financeiros entre Unidades Gestoras do sistema . Essas transferência recebem o nome de Cota, Repasse, Sub-Repasse ou Transferências para atender a Restos a Pagar.
3.7.2 - Cota Após aprovação
do cronograma de desembolso pela STN, esse órgão coloca à
disposição dos órgãos Setoriais de Programação
Financeira no sistema os limites de saque necessários aos pagamentos
do mês. A cota é a primeira fase da movimentação
dos recursos e é liberada em consonância com o cronograma
de desembolso de cada Ministério ou Órgão. Define-se,
portanto, como liberação de cota o ato pelo qual a Secretaria
do Tesouro Nacional coloca à disposição das autoridades
dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo os limites de autorização
de saques aprovados previamente.Resumindo em termos de lançamentos:a)Na
STN
|
|
|
| 512110000 -
Cota Concedida
293200000 - Disponib. Financeira 193110104 - Cota de Desp.Liberada(*) 193110303 - Cota Fin. Liberada(*) |
111120102-Cta.Única-Bco.
do Brasil
193290200-Disp.p/F.de Recursos 193110103-Cota Desp.a Liberar(*) 193110302-Cota Finc. a Liberar(*) |
b)Na OSPF
|
|
|
| 111120102 -
Cta.Única-Bco.do Brasil
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 293110103 - Cota de Desp. a Receber(*) 293110302 - Cota Financ.a Receber(*) |
612110000 -
Cota Recebida
293200000-Disp. Financeira 293110104-Cota Desp.Recebida(*)2 93110303-Cota Fin. Recebida(*) |
a)Na UG Repassadora
|
|
|
| 512120000 -
Repasse Concedido
293200000 - Disponib. Financeiras |
111120102-Cta.Ú-Bco.
do Brasil
193290200-Disp.p/f.de Recursos |
|
|
|
| 111120102 -
Cta. Única-Bco.do Brasil
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos |
612120000 -
Repasse Recebido
293200000 - Disp. Financeira |
|
|